Cardial justifica voto contrário ao projeto das diárias e reforça apoio a emenda que previa reajuste para 5 URMs; proposta teria maioria no plenário
Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (23), o vereador Paulo Cesar Ribas Lopes Cardial (PP) votou contra o Projeto de Lei nº 0003/2025, que fixou o valor das diárias parlamentares em 4 URMs (Unidades de Referência Municipal). A proposta foi aprovada por 12 votos a 2, sem emendas.
Cardial justificou sua posição contrária ao texto-base afirmando que havia apresentado uma emenda ao projeto, propondo o reajuste das diárias para 5 URMs, o que equipararia os valores aos pagos atualmente aos secretários municipais.
A emenda, segundo o parlamentar, visava corrigir a defasagem causada pela inflação e o aumento dos custos com transporte, alimentação e hospedagem, que, segundo ele, têm comprometido a capacidade dos vereadores de realizarem deslocamentos oficiais sem prejuízos pessoais.
A proposta, no entanto, foi retirada da pauta momentos antes da votação, para que pudesse ser melhor debatida em conjunto com outras lideranças da Casa.
Apesar da retirada, Cardial destacou que a emenda contava com a assinatura de 10 dos 15 vereadores, o que indicava votos suficientes para sua aprovação em plenário, caso tivesse sido mantida na Ordem do Dia.
Assinaram a emenda:
André Dubal (PP)
Valério Martins Cassafuz (PDT)
Vânia Alves (PP)
Lindolfo Matheus Hardt (PP)
Matteus Bronzoni (PDT)
Paulo Orelha (PT)
Luciane Bidinoto (PRD)
Edson Damião de Melo Ribas (PP)
Genes Marcelo Robalo (PRD)
Paulo Cesar Ribas Lopes Cardial (PP)
Não assinaram a emenda os vereadores Arlei Felu (PT), Júnior (PDT) e Eduardo Rocha (PSDB).
Cardial reforçou que a atualização do valor das diárias não resultaria em aumento significativo de despesas públicas, já que o número de diárias é limitado pelo regimento interno a 24 por ano por vereador.
Para ele, a proposta traria mais dignidade e funcionalidade ao exercício do mandato, garantindo o reembolso adequado dos gastos com deslocamentos.
A vereadora Luciane Bidinoto, que também havia assinado a emenda, votou favoravelmente à fixação em 4 URMs, mas declarou ter feito isso com “sentimento de derrota”, e defendeu que o tema volte à pauta futuramente.
Já o vereador Valério Cassafuz, outro signatário, disse que este não é o momento ideal para o reajuste, mas não descartou nova discussão no futuro.
O vereador Lindolfo Hardt, que havia pedido vistas na semana anterior, também votou contra o projeto final — tornando-se, ao lado de Cardial, um dos dois votos contrários à matéria aprovada.
Apesar da decisão desta segunda-feira, o tema está longe de ser encerrado na Câmara. Com maioria favorável à ideia do reajuste, a tendência é que uma nova proposta com aumento para 5 URMs seja apresentada em breve.



