O ex-jogador Alexandre Pato, 35 anos, se ofereceu para arcar com os custos do traslado do corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu na Indonésia após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani. O acidente ocorreu na última sexta-feira (20), e o corpo da jovem foi encontrado quatro dias depois, a cerca de 600 metros abaixo da trilha.
Segundo estimativas, o translado do corpo ao Brasil pode custar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. A legislação brasileira não prevê que o governo cubra despesas com transporte ou sepultamento de cidadãos que falecem no exterior, o que coloca sobre as famílias a responsabilidade financeira nessas situações. A ajuda oferecida por Pato foi confirmada pela assessoria do SBT, emissora ligada à família de sua esposa, Rebeca Abravanel.
“Alexandre Pato entrou em contato, sim, com um Instagram e conseguiu conversar com a família. Essa foi a resposta que ele pediu para passar para a imprensa. Como é algo pessoal, ele prefere não falar publicamente sobre a questão”, informou a assessoria.
O caso de Juliana mobilizou a comunidade brasileira nas redes sociais, que desde o desaparecimento da jovem pedia apoio para o resgate e agora para o retorno de seu corpo ao país. O Itamaraty acompanha o caso e prestou apoio à família durante as buscas. Três funcionários da embaixada brasileira foram deslocados para a região de Lombok, onde fica o Monte Rinjani, a mais de 1.200 quilômetros de Jacarta.
De acordo com a Lei 9.199/2017, a assistência consular não abrange o pagamento de despesas com hospitalização, translado ou sepultamento de brasileiros falecidos no exterior, exceto em casos excepcionais de emergência médica humanitária.
As circunstâncias da queda ainda estão sendo apuradas pelas autoridades locais, com apoio do consulado brasileiro. Juliana fazia turismo na região e teria se afastado do grupo durante a trilha, quando sofreu a queda fatal. A família agora tenta acelerar o processo de repatriação do corpo para realizar o velório e sepultamento no Brasil.



