O cenário político de São Borja começa a ganhar contornos mais definidos com vistas às eleições de 2026, e um dos novos nomes que surgem com destaque é o de Fernanda Bonotto.
Ex-primeira-dama do município e atual diretora do Hospital Ivan Goulart, Fernanda é cotada nos bastidores como pré-candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Com atuação voltada à área da saúde e trânsito frequente nos círculos políticos locais, Fernanda aparece como uma opção viável para o Legislativo estadual, caso a pré-candidatura seja confirmada. Sua eventual entrada na disputa amplia o protagonismo da família Bonotto, que há anos exerce influência na política da Fronteira Oeste.
A movimentação ocorre paralelamente à confirmação da pré-candidatura de Eduardo Bonotto (Progressistas), ex-prefeito de São Borja e atual presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Caso ambos avancem com as candidaturas, o casal poderá buscar representação simultânea nas esferas estadual e federal, elevando a visibilidade política de São Borja no debate eleitoral gaúcho.
Apesar da sinalização, o processo de pré-candidatura ainda é considerado uma etapa exploratória. Em geral, essa fase funciona como termômetro para medir a receptividade do eleitorado e avaliar a viabilidade política do projeto. A partir dessas percepções, os partidos ajustam estratégias, articulam apoios e definem se consolidam ou não os nomes na disputa.
Até lá, o cenário permanece em formação. A presença de lideranças locais com experiência em gestão pública e capital político tende a colocar São Borja em evidência no processo eleitoral de 2026. No entanto, o município já conta com um representante na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Tiago Cadó (PDT), que deve disputar a reeleição. Nesse contexto, a eventual entrada de novos nomes na corrida pode provocar divisão do eleitorado local e acirrar a disputa interna por votos na região.



