Foi preso na manhã desta quinta-feira, 10, um policial militar lotado no OPM de Bom Jesus, na Serra Gaúcha, suspeito de ter executado com disparos de arma de fogo um homem que já se encontrava detido e algemado. O caso ocorreu no dia 4 de março deste ano, e a prisão preventiva foi solicitada pelo delegado Anderson Silveira de Lima, titular da Delegacia de Polícia de Vacaria, responsável pela investigação.
A ordem judicial foi encaminhada na noite de quarta-feira, 9, e, após tratativas operacionais entre a Polícia Civil e a Brigada Militar, o cumprimento do mandado ocorreu na manhã desta quinta. O policial já estava afastado das atividades de policiamento de rua, atuando em funções administrativas.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito em curso busca esclarecer uma série de pontos ainda pendentes na apuração. Entre eles, estão a perícia do vídeo que registra o momento dos disparos, para verificar sua autenticidade; o exame balístico nos projéteis retirados do corpo da vítima, para confirmar se partiram da arma do policial; e a análise do que ocorreu nos momentos anteriores aos tiros, para verificar se houve ou não reação por parte da vítima.
A vítima, identificada como Geovani, estava com mandado de prisão preventiva expedido à época, acusado de ter ateado fogo na residência da ex-companheira dois dias antes do episódio e de continuar a ameaçá-la. Ainda assim, para a Polícia Civil, as imagens já disponíveis indicam com clareza que houve homicídio qualificado, pois os disparos fatais ocorreram quando o homem já estava sob custódia e algemado.
O policial foi interrogado por videoconferência, na presença de seu advogado, que atua a partir de Porto Alegre. Durante o depoimento, optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio. Após o ato, ele foi entregue ao comando do CRPO Nordeste, responsável pela operação, e conduzido a um estabelecimento militar, conforme prevê o Estatuto da Brigada Militar.
A investigação segue em andamento.



