Um caso de suspeita de maus-tratos a crianças entre 1 e 2 anos na Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, provocou o afastamento preventivo da diretora, da vice-diretora e de três atendentes da instituição. A denúncia veio à tona após uma mãe notar mudanças de comportamento no filho e decidir esconder um gravador na mochila da criança, captando gritos e supostas agressões verbais e físicas por parte de servidoras da escola.
“Ele andava triste, abatido, acuado. Até que um dia veio com as pernas roxas”, relatou Maria Eduarda Rodrigues, de 20 anos, mãe de um dos alunos. “Na minha cabeça, ele sempre foi tratado bem, bem cuidado. Isso me destruiu como mãe.” O caso, que gerou comoção na comunidade escolar, está sendo investigado pela Polícia Civil. Segundo o delegado Ernesto Prestes, as mães das crianças já foram ouvidas, e o áudio será submetido a perícia.
A Prefeitura de Cachoeirinha informou que recebeu a denúncia formal no dia 8 de julho e decidiu pelo afastamento preventivo das atendentes ainda no mesmo dia. Já a direção da escola foi afastada dois dias depois, por deliberação do Conselho Escolar. O afastamento tem prazo inicial de 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, e uma sindicância foi instaurada para apurar os fatos com rigor.
Em nota, a prefeitura reiterou seu compromisso com a proteção das crianças, a transparência da gestão pública e o respeito à comunidade escolar. A administração municipal afirma que todas as medidas legais e administrativas serão adotadas com responsabilidade e que os servidores afastados terão garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório durante a investigação.



