A Justiça de São Paulo concedeu, nesta sexta-feira (15), a liberdade provisória do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e de Mario Otavio Gomes, executivo da Fast Shop. Ambos haviam sido presos na Operação Ícaro, que investiga um esquema de pagamento de propina em troca de benefícios fiscais a empresas do setor varejista.
A soltura foi determinada após pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e condicionada ao pagamento de fiança de R$ 25 milhões cada, além do cumprimento de medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega do passaporte, comparecimento mensal em juízo e proibição de contato com os demais investigados.
O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como responsável por receber vantagens indevidas, teve a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias. Já Celso Eder Gonzaga de Araújo continuará em prisão preventiva, após a Justiça negar o pedido de revogação, sob a justificativa da gravidade dos crimes e necessidade de desarticular o grupo criminoso.
A empresária Tatiane de Conceição Lopes de Araújo, também detida na operação, teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica e outras medidas restritivas.
Deflagrada pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) com apoio da Polícia Militar, a Operação Ícaro apura a atuação de uma rede que, segundo o MP, favorecia grandes empresas em troca de propinas estimada em até R$ 1 bilhão de reais.



