Município abriu apenas 23 vagas em 2025, menos da metade do saldo registrado no mesmo mês do ano anterior
O mercado de trabalho formal em São Borja terminou julho de 2025 em leve alta, com saldo de 23 vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Foram 397 admissões contra 374 desligamentos, o que manteve o estoque de trabalhadores em 11.309 vínculos formais.
O desempenho de julho revela contrastes setoriais. A construção civil foi a grande responsável pelo resultado, abrindo 28 vagas líquidas. Serviços também avançaram, com 12 novos postos, enquanto a agropecuária manteve praticamente o equilíbrio, com apenas duas vagas a mais.
A indústria teve saldo tímido de uma vaga. O comércio, por outro lado, foi o ponto mais frágil, encerrando o mês com perda de 20 postos de trabalho.
No quadro estadual, o Rio Grande do Sul também apresentou estabilidade. Em julho, foram registradas 131.438 admissões e 131.014 desligamentos, resultando em saldo de 424 novas vagas, sobre um estoque total de 2,91 milhões de trabalhadores formais.
Os números indicam crescimento modesto e acompanham o comportamento do mercado de São Borja, em que os ganhos foram pequenos e concentrados em áreas específicas.
A comparação com 2024 mostra uma desaceleração no município. Naquele ano, São Borja havia registrado 396 admissões e 341 desligamentos, saldo positivo de 51 empregos e estoque de 10.999 vínculos — mais que o dobro do saldo atual.
A repetição das admissões em 2025, mas com número maior de desligamentos, explica a diferença e evidencia que o mercado local perdeu fôlego.
Assim, julho se encerra em São Borja com avanços contidos, sustentados pela construção e pelos serviços, mas com menor dinamismo do que em 2024.
Já no Estado, a fotografia é semelhante: crescimento discreto, porém positivo, num cenário em que estabilidade parece ser a palavra de ordem.



