A província de Buenos Aires, responsável por cerca de 40% do eleitorado argentino, vai às urnas neste domingo (7) para escolher 46 deputados e 23 senadores provinciais. O pleito é considerado um termômetro político fundamental para o governo de Javier Milei, já que antecipa as eleições legislativas nacionais de outubro, quando metade do Congresso será renovada.
Cerca de 14 milhões de eleitores participam da votação. O resultado pode ter forte peso simbólico: uma vitória do partido governista, Liberdade Avança, consolidaria apoio na região mais importante do país, governada atualmente pelo peronista Axel Kicillof.
O processo ocorre em meio a um cenário econômico delicado, marcado por inflação interanual de 32,2%, renegociação de dívida com o FMI e o maior escândalo político da gestão Milei — áudios que indicariam um esquema de corrupção envolvendo sua irmã e secretária-geral da presidência, Karina Milei.
Para o cientista político Ivan Schuliaquer, a eleição tem caráter de plebiscito para o presidente. “Seu partido fez uma forte aliança com o PRO, da direita tradicional argentina, e está com a expectativa de derrotar o peronismo”, explicou.
Os principais concorrentes são o governista Força Pátria (peronista), o Liberdade Avança (de Milei) e o Somos Buenos Aires, que busca se consolidar como terceira via.
Durante a campanha, Milei intensificou o confronto com a oposição, adotando o lema “kirchnerismo nunca mais”. Em um dos atos, chegou a ser recebido com pedradas e reagiu: “De um lado a civilização e de outro a barbárie”. O encerramento da campanha também foi marcado por tensão, com episódios de violência em Moreno, na Grande Buenos Aires.
Diferente das eleições nacionais, as regras na província têm particularidades: o voto em branco não é computado e a distribuição das cadeiras obedece a legislação própria. Em outubro, porém, a província funcionará como um único distrito para a escolha de 24 senadores e 127 deputados federais.
Com informações do UOL.



