A Câmara de Vereadores de São Borja sediou, nesta quartafeira (10), uma audiência pública para debater o novo Plano Diretor de Urbanização e Desenvolvimento (PDUD) do município. O encontro reuniu 25 pessoas no plenário, entre representantes de sindicatos, instituições de ensino, gestores públicos e a comunidade em geral. O Fronteira 360 acompanhou a atividade de perto.
O Plano Diretor é considerado a principal ferramenta de planejamento urbano de uma cidade, responsável por orientar o crescimento de forma organizada, equilibrando infraestrutura, habitação, preservação ambiental, transporte e desenvolvimento econômico. A proposta apresentada pelo Executivo busca atualizar as diretrizes de São Borja, que ainda tem vigente um plano de 1997, contrariando a legislação federal, que determina a atualização a cada 10 anos.
Durante a audiência, a consultara da Fundatec e Mestre em Planejamento Urbano, Thais Caetano Bochi, detalhou o trabalho técnico da empresa contratada para a elaboração do novo plano. Ela destacou que o documento vem sendo construído com base em estudos e na participação popular. Em entrevista ao Fronteira 360, ressaltou que o novo plano diretor representa um avanço significativo para a cidade. “Ele traz uma nova era para São Borja e muda o paradigma do município”, enfatizou.
Segundo Thais, o novo plano diversifica o uso das áreas da cidade e traz mais oportunidades de crescimento econômico para São Borja e também uma melhoria na qualidade de vida da população. Como exemplo, ela cita a recomendação de novos eixos estruturantes, arborização urbana e ampliação de ciclovias.
“Vamos ter uma legislação que vai trazer muitos avanços para o município”, concluiu.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Enedir Ramires, também conversou com a reportagem e reforçou a importância do PDUD para a economia local. ”O novo plano é muito importante pois ele vai permitir que empresários e empresas possam atuar em locais que o atual plano não permite. Por isso, aguardamos com expectativa a aprovação desse projeto para que os empresários possam ter seus alvarás de funcionamento e regularidade nos seus empreendimentos”, afirmou.
O coordenador da Especialização em Gestão Pública da UERGS, Ismael Ramadam pontuou a relevância da integração das instituições de ensino no processo, ao citar um dos instrumentos de gestão do novo plano, que é a criação de uma Comissão de Avaliação Interna e Monitoramento (CIAM). “É uma comissão que precisa ter uma representatividade de toda a comunidade. Todos os setores, todas as áreas e todos os bairros precisam estar representados”, afirmou.
A audiência foi organizada pela Comissão Especial formada pelos vereadores André Dubal Silva (Progressistas), Djalma Junior (PDT) e Marcelo Robalo (PRD), que acompanham a tramitação do projeto na Casa.
A Câmara reforçou que o envolvimento da sociedade civil é essencial para que o Plano Diretor seja construído de forma democrática, refletindo as necessidades reais da comunidade são-borjense. No total forma realizados oito audiências públicas e agora o projeto deve receber emendas, avaliar sugestões da comunidade e ir a votação em breve.



