Um detento morreu em uma cela superlotada do Presídio Estadual de São Sepé, na Região Central do Rio Grande do Sul, na madrugada desta quinta-feira (25). Identificado como Diogo dos Santos Machado, de 43 anos, ele estava preso junto com outros 23 homens.
O episódio desencadeou confusão na unidade e exigiu a intervenção da Brigada Militar.
Segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), a situação foi registrada por volta das 3h30. Detentos da galeria B chamaram os agentes ao perceber que Machado não respondia.
Quando os policiais penais tentaram retirar o corpo, presos reagiram com gritos, batidas nas grades e ameaças contra os servidores.
A Brigada Militar foi chamada e houve confronto. Para conter o tumulto, foram disparadas munições antimotim. Presos reagiram atirando água quente e restos de comida nos agentes. Em meio à confusão, um dos detentos chegou a ameaçar matar um policial penal.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito ainda dentro da cela. O corpo foi encaminhado para necropsia, que deve indicar as causas da morte. Outro preso acabou ferido durante a intervenção e precisou ser atendido no Hospital Santo Antônio, mas já retornou ao presídio.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar tanto a morte de Machado quanto os atos de violência registrados na unidade. A superlotação, que já vinha sendo apontada como um problema crônico, deve ser considerada nas apurações.
O caso reacende as discussões sobre a precariedade do sistema prisional gaúcho, marcado por celas com excesso de presos, tensão permanente e riscos constantes para detentos e servidores.
Com informações de Rafael Menezes.



