Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela Polícia Civil após confessar o assassinato do próprio pai, de 56 anos, em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O crime teria ocorrido em 6 de setembro, mas só foi descoberto semanas depois, quando a vítima, proprietário de uma borracharia, já era considerada desaparecida.
O corpo foi encontrado em uma área rural, no Rincão da Bolsa, a quase 10 quilômetros da zona urbana, enterrado a 50 metros para dentro da mata. A descoberta ocorreu após denúncias e contradições nas versões apresentadas pelo jovem, que chegou a afirmar que o pai teria fugido por envolvimento em um crime inexistente.
Pressionado, ele acabou confessando o homicídio e indicou à polícia o local onde havia escondido o cadáver.
Segundo a investigação, o adolescente usou uma espingarda para atirar na nuca da vítima e, em seguida, ocultou o corpo com a ajuda de dois rapazes, de 20 e 21 anos, que foram presos por participação na ocultação.
O adolescente relatou inicialmente que teria sido coagido por criminosos durante um assalto, mas, depois, admitiu a autoria do disparo.
Durante mais de um mês, o jovem administrou a borracharia do pai como se fosse o dono, contratou uma funcionária, atendeu clientes e chegou a ostentar dinheiro e armas de airsoft em redes sociais.
Ele também se envolveu em episódios de ameaça e em um acidente de carro utilizando o veículo do pai.
O desaparecimento havia sido registrado em 18 de setembro por uma das filhas da vítima, que não mora na cidade. A apreensão do adolescente ocorreu na segunda-feira (29). A Polícia Civil o enquadrou por ato infracional análogo a latrocínio (roubo com resultado morte) e ocultação de cadáver.
Por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes do suspeito e da vítima não foram divulgados. O caso chocou a comunidade local pela frieza com que o jovem conduziu as ações após o crime, vivendo a rotina como se nada tivesse acontecido.



