O Ministério da Saúde confirmou neste sábado (4) que o Rio Grande do Sul entrou na lista de estados com casos suspeitos de intoxicação por metanol. Segundo balanço divulgado à noite, há dois episódios em investigação no estado.
Em todo o país, o número de registros chegou a 195, conforme dados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs).
O levantamento considera ocorrências notificadas até as 16h de sábado e aponta São Paulo como o estado com maior número de casos: 162, sendo 14 confirmados e 148 ainda sob análise.
A Secretaria Estadual de Saúde paulista confirmou também a segunda morte pela substância — um homem de 46 anos, na capital. O primeiro óbito havia sido registrado em 15 de setembro, também na capital. Outras mortes suspeitas ocorreram em São Bernardo do Campo e Cajuru.
O metanol é um álcool industrial utilizado na fabricação de combustíveis e produtos químicos, impróprio para consumo humano. Por não ter odor forte e apresentar sabor semelhante ao etanol, é de difícil identificação quando misturado a bebidas falsificadas, como vodca e cachaça.
A ingestão pode causar cegueira, danos neurológicos e até a morte.
Neste sábado, a Paraíba também confirmou a primeira morte suspeita por intoxicação após o consumo de bebida adulterada. A vítima, um homem de 32 anos, sofreu três paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
Diante da escalada dos casos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, orientou a população a evitar o consumo de destilados nos próximos dias, especialmente os vendidos em garrafas com tampas de rosca.
“Nossa recomendação é evitar bebidas destiladas, sobretudo aquelas com garrafa rosqueável”, alertou o ministro durante agenda em Teresina (PI). Ele reforçou que, até o momento, não há registro de adulteração em bebidas enlatadas ou com tampas metálicas.
As autoridades sanitárias reforçam que a investigação busca identificar a origem das bebidas contaminadas e conter a circulação de produtos falsificados no mercado. Enquanto isso, a orientação é clara: redobrar a atenção e evitar o consumo de destilados de procedência duvidosa.
📰 Com informações do Ministério da Saúde.



