A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Falcon, em São Borja, para desarticular um grupo criminoso responsável por utilizar drones no transporte de drogas para dentro do Presídio Estadual de São Borja (PESB).
A ação é resultado de uma investigação iniciada em 2023, após a apreensão de um equipamento abatido por policiais penais durante uma tentativa de entrega de entorpecentes.
Sob coordenação da delegada Elisandra Mattoso Batista, o caso revelou um esquema articulado que envolvia o uso de tecnologia para driblar a segurança do sistema prisional.
Com base nas provas reunidas ao longo do último ano, a polícia identificou os envolvidos e comprovou o vínculo com uma facção criminosa atuante no Estado.
Nesta etapa da operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de São Borja, Caxias do Sul e Porto Alegre. Cerca de 50 agentes participaram da ofensiva, que resultou na apreensão de dinheiro, joias e outros objetos de interesse investigativo.
Em um dos endereços vistoriados, os policiais encontraram roupas, calçados e perfumes com indícios de falsificação, material que foi recolhido pela Receita Federal, parceira na ação.
A Operação Falcon contou ainda com o apoio da 1ª Delegacia de Polícia e da DPPA de São Borja, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), das Delegacias de Itaqui e Santiago, das DRACOs de Santiago e Caxias do Sul, além do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE).
Segundo a Polícia Civil, o nome “Falcon” faz referência ao falcão, ave de rapina que simboliza força, precisão e vigilância, características associadas à estratégia policial adotada no combate ao crime.
A operação integra o programa Protetor das Fronteiras e Divisas, iniciativa voltada ao enfrentamento do crime organizado e do tráfico interestadual, reforçando a atuação da Polícia Civil na região de fronteira e em todo o território gaúcho.



