Após uma série de gestos de apoio ao governo de Javier Milei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, explicou neste domingo (19) as razões de seu respaldo econômico e político à Argentina.
A declaração ocorreu a bordo do avião presidencial Air Force One, quando uma jornalista questionou o motivo pelo qual ele pretende comprar carne argentina, decisão que tem gerado críticas entre produtores norte-americanos.
“A Argentina está lutando por sua vida. Nada está beneficiando o país. Você entende o que isso significa? Eles não têm dinheiro, não têm nada, estão lutando duro para sobreviver, estão morrendo”, afirmou Trump.
Na semana passada, o presidente norte-americano recebeu Milei e sua comitiva na Casa Branca. Durante o encontro, reiterou seu apoio à gestão libertária, mas condicionou a continuidade da ajuda ao resultado das eleições legislativas do próximo dia 26 de outubro.
“Ele precisa vencer as eleições”, advertiu Trump na ocasião.
O respaldo dos Estados Unidos à Argentina também se traduziu em medidas concretas. Nesta segunda-feira (20), o Banco Central argentino, comandado por Santiago Bausili, anunciou a assinatura de um acordo de estabilização cambial com o Departamento do Tesouro norte-americano. O pacote prevê até US$ 20 bilhões para reforçar as reservas internacionais do país.
Trump destacou que seu interesse é geopolítico e visa conter a influência chinesa na região.
“O presidente da Argentina está tentando fazer o melhor possível, mas não façam parecer que estão bem — eles estão morrendo”, disse o republicano, acrescentando que pretende ajudar Buenos Aires a “sobreviver em um mundo livre”.
Embora tenha dito não se opor diretamente ao swap de moedas com a China, o líder norte-americano afirmou que “não veria com bons olhos” exercícios ou bases militares chinesas em território argentino.
Após o encontro com Milei, Trump também usou sua rede Truth Social para reforçar o apoio:
“Hoje tive uma excelente reunião com Javier Milei! Ele está fazendo o que é certo por seu país. Espero que o povo argentino compreenda o quanto ele está fazendo bem e o apoie nas próximas eleições. Milei tem meu respaldo total e absoluto. Não os decepcionará. Vamos fazer a Argentina grande novamente!”, escreveu.
Do lado argentino, o governo reforçou a importância do apoio dos EUA. Trump afirmou que “a situação é claríssima”:
“Se o país se afastar das ideias de liberdade para voltar ao populismo, os Estados Unidos deixarão de apoiar a Argentina. Caso contrário, continuarão nos acompanhando”, escreveu.
A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, também comentou as declarações:
“Não é que no dia 26 eles vão nos abandonar. O que ele quis dizer é que, se este governo deixar de existir, aí sim o apoio precisará ser reavaliado”, explicou a ministra.
Com informações do jornal La Nacion.



