Três brasileiros presos na Argentina chegaram a ser apontados como possíveis integrantes do Comando Vermelho. Segundo o prefeito Manico Dinon, eles estavam a trabalho e já foram liberados.
O prefeito de Porto Mauá (RS), Manico Dinon, rebateu as informações divulgadas pela imprensa argentina e reproduzidas por veículos brasileiros de que os três brasileiros presos na fronteira com a Argentina poderiam ter ligação com o Comando Vermelho.
Segundo Dinon, os homens estavam a trabalho e foram confundidos com criminosos.
“Eles não têm qualquer ligação com o tráfico ou com o Comando Vermelho. Estavam a serviço de uma empresa de São Paulo, realizando sondagens de solo para a construção da ponte entre Porto Mauá e Alba Posse”, afirmou o prefeito, em nota divulgada nas redes sociais.
Os brasileiros Ednei Carlos dos Santos, Luís Eduardo Teixeira de Souza e Jackson Santos de Jesus, todos naturais de Rio das Ostras (RJ), foram detidos pela polícia argentina na madrugada de sábado (1º), ao tentarem cruzar o rio Uruguai por uma passagem clandestina na região de Alba Posse, província de Misiones, que faz divisa com Porto Mauá.
A polícia argentina informou, inicialmente, que os três seriam suspeitos de fugir do cerco ao Comando Vermelho no Rio de Janeiro, após a Operação Contenção, que terminou com 121 mortos e 113 presos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Segundo o boletim de ocorrência, dois deles têm antecedentes por tráfico de drogas, e o terceiro já havia sido processado por agressões.
“Foram confundidos injustamente”, diz prefeito
Manico Dinon criticou a repercussão internacional do caso e afirmou que os trabalhadores “acabaram servindo de cobaias” em meio ao reforço da segurança nas fronteiras.
“Eles foram confundidos injustamente, estavam a trabalho e acabaram servindo de cobaias em meio à operação que ocorre na fronteira”, disse.
Segundo o prefeito, os homens estavam hospedados em um hotel de Porto Mauá e decidiram visitar o lado argentino durante o período de folga, mas foram detidos por não portarem documentos.
Dinon destacou que a travessia entre Porto Mauá e Alba Posse é cotidiana, feita por via fluvial, e utilizada diariamente por moradores e trabalhadores das duas cidades.
Brasileiros foram liberados
De acordo com a Prefeitura de Porto Mauá, os três brasileiros já foram liberados pelas autoridades argentinas e retornaram ao Brasil.
As prefeituras de Porto Mauá e Alba Posse seguem em contato para esclarecer os detalhes do episódio e evitar novos incidentes.



