O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou, nesta segunda-feira (10), o uso de mão de obra carcerária na reconstrução das escolas, creches e demais estruturas de ensino atingidas pelo tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. A iniciativa é realizada em conjunto pela Secretaria de Estado da Educação, por meio do Fundepar, e pela Secretaria da Segurança Pública.
Atualmente, 14 pessoas privadas de liberdade atuam na cidade, acompanhadas por monitores da Polícia Penal. Os detentos são oriundos de Guarapuava, quatro da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul e dez da Penitenciária Estadual de Guarapuava, participam do programa Mãos Amigas, criado pelo Governo do Paraná para promover a reinserção social por meio da prestação de serviços em escolas da rede estadual.
O programa alia reintegração social e valorização dos espaços públicos. Os presos, todos do regime semiaberto e com bom comportamento, recebem um dia de redução de pena a cada três dias trabalhados.
“Vamos chegar a 30 detentos do Mãos Amigas para ajudar na limpeza dos entulhos. Queremos ser rápidos nisso para que em breve as crianças e adolescentes voltem para a escola”, afirmou Ratinho Junior.
O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, destacou o caráter humano da ação. “É muito importante que tenhamos a reconstrução das nossas escolas públicas estaduais, ainda mais com o trabalho dos que cumprem pena no sistema prisional. Essa ação contribui para um clima de solidariedade e ajuda mútua tanto para os estudantes quanto para os apenados”, disse.
Neste momento, o grupo atua na remoção de entulhos e limpeza do Colégio Estadual Ludovica Safraider, o mais afetado pela tragédia, cujo ginásio foi totalmente destruído. Nesta terça-feira (11), outros 16 detentos da regional de Cascavel devem se unir ao esforço, divididos em quatro equipes com supervisão da Polícia Penal.
O Governo do Estado também destinou R$ 50 mil ao Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos e R$ 25 mil ao Colégio Estadual Ludovica Safraider, via Fundo Rotativo, para ações emergenciais. Engenheiros do Fundepar e técnicos do Núcleo Regional de Educação fazem o levantamento dos danos para a contratação emergencial das obras, que deve ocorrer após a conclusão da limpeza dos locais.



