A audiência de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi concluída no início da tarde deste domingo (23/11), após aproximadamente meia hora de sessão realizada por videoconferência. Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, Bolsonaro afirmou que a tentativa de avariar a tornozeleira eletrônica ocorreu durante um suposto “surto”, possivelmente relacionado ao uso de medicamentos. Ele negou qualquer intenção de fuga.
A possibilidade de um surto já havia sido levantada por aliados próximos durante o sábado (22), que chegaram a afirmar que o ex-presidente teria ouvido “vozes” vindo da tornozeleira, o que motivou a tentativa de rompimento da tornozeleira.
O procedimento foi conduzido por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, que não participou diretamente da sessão. De caráter formal, a audiência teve como objetivo verificar as condições de apresentação do ex-presidente, confirmar se ele foi devidamente informado sobre seus direitos e registrar posicionamentos da defesa. Bolsonaro permanece sob prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
A conclusão da audiência coincide com o fim do prazo para que a defesa entregue, até as 16h30, as explicações formais sobre a violação da tornozeleira eletrônica. O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal identificou sinais de queimadura e manipulação no dispositivo. O próprio Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda na tentativa de abrir o equipamento, ponto considerado central na decisão que resultou na prisão preventiva devido ao risco de fuga.
A admissão contrasta com o exame de corpo de delito realizado na manhã de sábado (22). De acordo com fontes consultadas pelo R7, a avaliação apontou que o ex-presidente apresentava bom estado geral de saúde, sem sinais de estresse, soluços ou outras alterações relevantes no momento da análise.



