Um sobrevivente do Holocausto, de 87 anos, e uma menina de apenas 10 anos estão entre as 15 pessoas mortas no ataque a tiros contra uma celebração judaica de Hanukkah, realizada na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, neste domingo (14). O atentado, classificado como terrorista pelas autoridades australianas, ocorreu durante o evento religioso e provocou pânico em um dos pontos turísticos mais movimentados do país.
Segundo a polícia, dois homens — pai e filho — abriram fogo contra os participantes da celebração. Vídeos que circulam nas redes sociais registram cenas de correria e desespero no momento dos disparos, enquanto frequentadores tentavam se proteger.
A vítima mais jovem foi Matilda, de 10 anos, que chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Uma ex-professora da criança, Irina Goodhew, organizou uma campanha de arrecadação para ajudar a família e a descreveu como “uma criança brilhante, alegre e espirituosa, que iluminava a todos ao seu redor”.
Entre os mortos está também Alexandre Kleytman, de 87 anos, sobrevivente do Holocausto, que, segundo relato da esposa, se colocou à frente dela durante os disparos na tentativa de protegê-la. O casal estava junto havia 57 anos. “Acho que ele foi baleado porque se levantou para me proteger”, afirmou Larisa à imprensa, em frente ao hospital.
Outras vítimas identificadas incluem o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, um dos principais organizadores do evento; o rabino Yaakov Levitan, descrito pela organização Chabad como um coordenador popular em Sydney; e o cidadão francês Dan Elkayam, de 27 anos, cuja morte foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores da França.
Também morreram o ex-policial Peter Meagher, que atuava como fotógrafo freelancer no evento; Tibor Weitzen, de 78 anos, morto ao tentar proteger familiares; o empresário Reuven Morrison, de 62 anos, doador frequente da sinagoga organizadora; e Marika Pogany, de 82 anos, voluntária ativa na comunidade local.
As autoridades australianas seguem investigando a motivação do ataque e a atuação dos responsáveis. O atentado provocou condenação internacional e reacendeu o debate sobre violência extremista e antissemitismo em eventos públicos.
Com informações G1.



