Um incêndio durante uma festa de Ano Novo em um bar no resort de esqui de Crans-Montana, na Suíça, deixou cerca de 40 mortos e ao menos 115 feridos, muitos em estado crítico. Testemunhas relataram que as chamas teriam começado logo após a circulação de garrafas de champanhe com dispositivos pirotécnicos, mas autoridades afirmam que ainda é cedo para confirmar a causa exata do incêndio.
O caso é tratado como acidental, sem indícios de ataque terrorista.
Em depoimento à emissora francesa BFMTV, um frequentador afirmou que “garçons carregavam garrafas com faíscas muito próximas ao teto”. Segundo ele, “em poucos segundos, o forro começou a pegar fogo e, em cerca de dez segundos, todo o bar estava em chamas”.
Outro testemunho relatou que uma funcionária chegou a subir nos sobre os ombros de um colega para exibir a garrafa, aproximando ainda mais o dispositivo do teto. “As chamas ficaram a poucos centímetros do teto, e foi aí que tudo começou”, disse.
A tragédia suíça traz à memória o incêndio da Boate Kiss, ocorrido há mais de dez anos em Santa Maria (RS), quando 242 pessoas morreram e centenas ficaram feridas após uma fagulha de um artefato pirotécnico atingir o revestimento do teto do palco, fazendo com que o fogo e a fumaça se alastrassem rapidamente pelo ambiente.
Em Crans-Montana, as autoridades alertam que a identificação das vítimas pode levar vários dias, devido à gravidade dos ferimentos. O número de feridos permanece elevado, com um contingente significativo em estado crítico, segundo a polícia local.
O incêndio reacendeu o debate sobre segurança em casas noturnas, uso de efeitos festivos em ambientes fechados e protocolos de emergência e prevenção a incêndios, temas que, no Brasil, ganharam centralidade após a tragédia da Boate Kiss.
Foto Denis Balibouse/Reuters
Fonte CNN



