A reunião do diretório estadual do Progressistas (PP), realizada nesta semana no Rio Grande do Sul, evidenciou um racha interno no partido e resultou na aprovação da saída da sigla da base do governo Eduardo Leite (PSD). O encontro foi marcado pelo boicote de um grupo de dirigentes ligados ao deputado Ernani Polo, que contestam a legitimidade das deliberações tomadas.
Presidida pelo deputado Covatti Filho, a reunião ampliou o colégio eleitoral ao permitir a participação de titulares e suplentes presentes, totalizando 120 votantes, apesar de 53 ausências. Nesse cenário, Covatti obteve ampla maioria na disputa interna, superando Polo por 109 votos a oito, além de um voto em branco e dois nulos.
Na definição do posicionamento eleitoral, o diretório aprovou majoritariamente a coligação com o PL, enquanto a alternativa de candidatura própria teve adesão minoritária. Também foi aprovada a saída do partido da base do governo estadual, com 91 votos favoráveis ao rompimento, 25 contrários e quatro abstenções.
A decisão, no entanto, aprofundou as divergências internas. Lideranças que não participaram da reunião afirmam que apenas uma pré-convenção teria legitimidade para definir alianças e candidaturas, e indicam que seguirão defendendo a candidatura própria do partido, mesmo após a deliberação do diretório.
Com o novo posicionamento, a expectativa é de que indicados ligados à atual direção partidária deixem cargos no Executivo estadual, enquanto integrantes alinhados ao grupo dissidente tendem a permanecer no governo até nova definição partidária. Ao comentar a decisão, o presidente estadual do PP afirmou que a saída da base governista não representa um rompimento político.
“Não estamos rompendo com ninguém e não temos compromisso de continuidade. Nosso compromisso é com o futuro”, disse Covatti Filho sobre o afastamento do governo Leite.
Com informações da GZH.
Foto: Bruno Todeschini / Agencia RBS.



