As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país estarão fechadas nos dias 28, 29 e 30 de janeiro e só retomam o atendimento presencial em 3 de fevereiro. Além disso, os serviços digitais do Meu INSS e a Central Telefônica 135 ficam indisponíveis a partir das 19h desta terça-feira até o próximo sábado, ampliando o impacto para milhões de segurados.
Segundo o próprio INSS, a paralisação ocorre por mudanças programadas nos sistemas previdenciários, a pedido da Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação do órgão. Em nota, o instituto afirmou que a interrupção é necessária para a “modernização dos sistemas, garantindo maior estabilidade, segurança e eficiência dos serviços”.
Para tentar reduzir os prejuízos à população, o INSS informou que realizou atendimentos extras nos dois últimos fins de semana, “com o objetivo de antecipar agendamentos e compensar a suspensão temporária do atendimento presencial”. O órgão também afirmou que, caso o beneficiário prefira atendimento em dia útil, “o INSS garantirá o reencaixe”.
A justificativa, no entanto, é contestada pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio Grande do Sul (SindisprevRS). Para a entidade, o fechamento das agências e a instabilidade dos sistemas fazem parte de um problema antigo.
“O que se repete é um problema histórico: interrupções frequentes, sistemas instáveis, falta de planejamento e prejuízo direto à população”, afirma o sindicato.
O SindisprevRS lembra que a demora na concessão de benefícios não é um fenômeno recente. “Há 46 anos, reportagens já noticiavam a demora na análise dos benefícios previdenciários”, destaca a entidade, ressaltando que promessas feitas à época de que os pedidos seriam analisados em até 48 horas nunca se concretizaram.
De acordo com o sindicato, o INSS enfrenta atualmente a maior fila de sua história, com cerca de 3 milhões de requerimentos pendentes. Para a entidade, “essa fila invisível representa milhões de pessoas sem renda, sem segurança social e sem perspectiva de atendimento em prazo razoável”.
Enquanto o INSS sustenta que a paralisação é temporária e necessária para melhorias técnicas, servidores e usuários apontam que a repetição de interrupções e falhas nos sistemas segue comprometendo o acesso a direitos previdenciários básicos.
Com informações Correio do Povo.
Foto: Jorge William / O Globo.



