O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) instaurou, nesta quarta-feira (28), um expediente para acompanhar o caso de um cão comunitário atingido por disparos efetuados por um policial militar, na noite de terça-feira (27), em Campo Bom, no Vale do Sinos. A Promotoria de Justiça do município solicitou informações à Brigada Militar, que informou a abertura de procedimento interno na Corregedoria.
Além do acompanhamento administrativo, o MPRS também monitora a investigação conduzida pela Polícia Civil e já iniciou a coleta de provas e de informações divulgadas sobre o episódio. O objetivo, segundo o órgão, é apurar responsabilidades cíveis e criminais relacionadas à conduta do policial envolvido.
A promotora de Justiça de Campo Bom, Ivanda Grapiglia Valiati, informou que, conforme o avanço das apurações, não está descartada a propositura de ação cível de indenização contra o Estado do Rio Grande do Sul, por dano moral coletivo e dano ambiental.
O Ministério Público destacou que seguirá acompanhando o caso e adotará as providências cabíveis dentro de suas atribuições legais.
Entenda o caso
O episódio ocorreu na Travessa Pio XII, na noite de terça-feira (27), durante uma abordagem policial a um grupo de jovens, quando um policial militar efetuou disparos que atingiram um cão comunitário conhecido como Negão. O animal sofreu ferimentos nas patas traseiras, foi resgatado por integrantes da ONG Campo Bom pra Cachorro e encaminhado para atendimento veterinário.
Negão, que é considerado um cão idoso, com mais de oito anos, é descrito por protetores como extremamente dócil. Ele está internado em uma clínica veterinária particular, onde foi medicado e recebe tratamento adequado, devendo permanecer internado para acompanhamento e recuperação das lesões.
O caso gerou comoção e revolta entre protetores e simpatizantes da causa animal no município.Como parte do acompanhamento, está agendada para esta sexta-feira (30) uma reunião entre o Ministério Público e representantes da ONG Campo Bom pra Cachorro, para tratar dos desdobramentos do caso.
Foto: Rafael Pinheiro / Correio do Povo.



