A morte do cão Orelha, após sofrer agressões brutais no início de janeiro em Florianópolis, mobilizou manifestações neste domingo (1º) em capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e na própria capital catarinense, reunindo ativistas, artistas, parlamentares e cidadãos que cobram justiça e responsabilização dos envolvidos no caso.
Em São Paulo, o ato ocorreu na avenida Paulista, com concentração em frente ao Masp e caminhada iniciada cerca de 30 minutos depois. Manifestantes levaram cartazes com frases como “Justiça por Orelha” e “Lugar de assassino não é na Disney”, além de comparecerem acompanhados de seus próprios cães. A mobilização também incluiu pautas como a redução da maioridade penal, já que os suspeitos do crime são adolescentes.
No Rio de Janeiro, o primeiro protesto aconteceu pela manhã no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento aos Pracinhas, com um segundo ato previsto para a tarde, em Copacabana, entre o Posto 2 e o Leme. Já em Florianópolis, local onde o animal foi morto, a manifestação reuniu participantes no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, com pedidos de “justiça por Orelha” entoados em coro.
Os atos contaram com a presença de figuras públicas, como a ativista Luisa Mell e a atriz Heloisa Perissé, que classificou o caso como um alerta sobre a violência e a formação emocional de jovens. Também participaram parlamentares e representantes do poder público, incluindo a primeira-dama da cidade de São Paulo.
O caso de Orelha integra uma sequência de ao menos cinco ataques a cães registrados recentemente em diferentes estados. A polícia investiga se os episódios têm ligação com grupos de ódio na internet que estimulam adolescentes a cometer maus-tratos contra animais.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, Orelha sofreu lesões gravíssimas na cabeça e precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário. Três adolescentes são investigados. As possíveis punições seguem o Estatuto da Criança e do Adolescente e preveem medidas socioeducativas, não penas criminais.
Foto: Tiago Queiroz / Estadão.
Com informações do UOL.



