O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Mario Ikeda, comentou nesta quinta-feira (5) sobre casos recentes envolvendo mortes durante ações da Brigada Militar, incluindo o episódio de Pelotas, em que o produtor rural Marcos Nörnberg foi morto em casa na madrugada de 15 de janeiro.
Ikeda afirmou que, no momento, não é possível afirmar se houve erro na operação e aguarda o resultado das investigações conduzidas pela Corregedoria da Brigada Militar e pela Polícia Civil, que têm prazo inicial de 40 dias, prorrogáveis por mais 20. A declaração foi dada durante participação no programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
O secretário ainda destacou que a letalidade policial caiu cerca de 40% no Estado em 2025 em comparação a 2024 e que a Brigada Militar realizou, em média, 11 mil abordagens por dia, resultando em 50 mil prisões ao longo do ano.
Sobre os casos de Pelotas e o de Herick Cristian da Silva Vargas, morto em um surto dentro de casa em Porto Alegre, Ikeda reforçou que mortes de pessoas inocentes são sempre preocupantes e precisam ser apuradas, mas manteve confiança na atuação da Brigada:
“A sociedade pode ter certeza de que as forças têm responsabilidade com a população. Erros pontuais são devidamente apurados. De maneira geral, todos estão fazendo um excelente trabalho”, afirmou.



