O abandono de animais em rodovias do Rio Grande do Sul aumenta cerca de 40% durante o verão, período marcado por viagens e deslocamentos de férias, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A prática, considerada crime ambiental, mobiliza ações de fiscalização de órgãos estaduais e federais e preocupa autoridades pelos riscos tanto aos animais quanto à segurança no trânsito.
Nas estradas estaduais, a fiscalização é feita pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar, enquanto nas vias federais a responsabilidade é da PRF. Além de campanhas de conscientização, os órgãos alertam que abandonar cães e gatos pode resultar em prisão em flagrante, pena de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição de guarda, conforme a Lei 14.064/2020.
Segundo as autoridades, a presença de animais soltos nas pistas contribui para acidentes, já que motoristas realizam frenagens bruscas ou desvios para evitar atropelamentos. Para reduzir impactos, programas educativos e canais de denúncia foram ampliados, incluindo números como 156, 181, 190 e a Linha Verde do Ibama.
Embora não haja estatísticas exatas, estimativas do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas indicam que cerca de 475 milhões de animais morrem por ano em rodovias brasileiras, a maioria silvestres. Como medida mitigadora, projetos de infraestrutura incluem corredores de fauna, passagens que permitem o deslocamento seguro de animais por baixo ou por cima das rodovias.
Autoridades reforçam que denúncias e conscientização são essenciais para combater uma prática considerada recorrente, mas muitas vezes invisível nas estradas.
Com informações Correio do Povo.



