O julgamento do caso que resultou na morte do corretor de imóveis são-borjense Bruno Saraiva Salgado, então com 30 anos, ocorre nesta terça-feira (10), no Foro Central de Porto Alegre. Natural de São Borja, ele foi morto a tiros em dezembro de 2016 após uma discussão com um vizinho dentro do condomínio onde morava, na Zona Sul da Capital. O réu é um guarda municipal acusado de efetuar os disparos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o desentendimento começou quando Bruno passeava com seu cachorro. Após a discussão, o acusado teria ido até a própria residência buscar uma arma e retornado ao local, efetuando disparos que atingiram a vítima na região do tórax. O animal também foi baleado, mas sobreviveu e permanece sob cuidados de familiares em São Borja.
Além da acusação de homicídio simples, o réu responde por maus-tratos contra o cão. Ele chegou a ser preso após o crime, mas posteriormente passou a responder ao processo em liberdade.
O caso também investigou possível fraude processual envolvendo a alteração da cena após a chegada de agentes, o que levou à apuração sobre a atuação de outros guardas.
O processo teve sucessivos adiamentos ao longo dos anos. Um júri realizado em março de 2025 foi anulado após a dissolução do Conselho de Sentença, e uma nova sessão marcada para agosto daquele ano acabou remarcada. A expectativa é que o julgamento desta terça avance na análise do caso ocorrido há quase uma década.
A defesa do acusado informou que irá se manifestar apenas nos autos e durante a sustentação em plenário.



