Uma estudante da Universidade Federal do Pampa desenvolveu um modelo de inteligência artificial capaz de analisar imagens de lesões na pele e auxiliar no diagnóstico precoce de câncer. A pesquisa mostra como a tecnologia pode apoiar profissionais de saúde, especialmente em locais com pouca oferta de especialistas
O trabalho é da aluna de Engenharia de Computação Eduarda Menezes da Silveira, com orientação do professor Sandro Camargo. Os resultados foram publicados na Revista Brasileira de Cancerologia, vinculada ao Instituto Nacional do Câncer.
O sistema utiliza redes neurais treinadas com milhares de imagens dermatoscópicas, que são fotografias detalhadas de lesões cutâneas. A ferramenta aprende a identificar padrões de cor, forma e estrutura, retornando uma sugestão de diagnóstico acompanhada de um nível de confiança. O modelo foi preparado para reconhecer oito tipos de lesões, incluindo melanoma e outros cânceres de pele.
Nos testes realizados, a tecnologia alcançou sensibilidade de cerca de 80%, índice considerado promissor e compatível com pesquisas internacionais da área. A validação incluiu análises internas e externas com imagens reais de ambiente clínico.
Segundo os pesquisadores, a ferramenta não substitui o diagnóstico médico, mas pode servir como apoio na triagem, ajudando a priorizar casos que exigem maior atenção. O sistema depende de imagens obtidas com dermatoscópio e ainda enfrenta desafios relacionados à diversidade de dados e à qualidade das imagens.
O estudo seguiu normas éticas, utilizando dados públicos anonimizados. A expectativa é ampliar a base de imagens e realizar novas validações para aproximar a tecnologia da aplicação prática no sistema de saúde. A pesquisa contou com apoio da empresa NVIDIA, que forneceu suporte tecnológico para o desenvolvimento do projeto.
Fonte: Unipampa



