Menções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli foram identificadas pela Polícia Federal em dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relatório foi encaminhado nesta quarta-feira (11) ao ministro Edson Fachin, que o remeteu ao próprio Toffoli, relator da investigação sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo a instituição.
O aparelho foi apreendido na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no banco, liquidado pelo Banco Central em novembro. Segundo a PF, referências ao nome do ministro aparecem em conversas registradas no dispositivo, o que levou a corporação a apresentar pedido de suspeição, medida que, se acolhida, afastaria o magistrado da condução do caso.
Em nota, o gabinete de Toffoli classificou as menções como “ilações” e afirmou que a Polícia Federal não tem legitimidade para requerer a suspeição por não ser parte no processo, citando o artigo 145 do Código de Processo Civil.
O ministro informou ainda que eventual manifestação formal será dirigida ao presidente do STF.Ao longo da investigação, a PF também questionou decisões do relator, como a determinação inicial para lacrar e armazenar bens apreendidos na própria Corte.
O caso começou na primeira instância, mas foi centralizado no STF em dezembro por decisão de Toffoli, que passou a conduzir depoimentos e diligências. As investigações seguem em andamento e não há decisão sobre eventual afastamento até o momento



