A Polícia Civil indiciou por homicídio culposo de trânsito o caminhoneiro de 25 anos envolvido no acidente que deixou 11 mortos na BR-116, em Pelotas.
A tragédia ocorreu na manhã de 2 de janeiro de 2026, no km 491 da rodovia, e vitimou motorista, cobrador e nove passageiros de um ônibus que fazia a linha entre Pelotas e São Lourenço do Sul.
Conforme o inquérito, concluído nesta semana, laudos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Instituto-Geral de Perícias (IGP) indicam que o caminhão trafegava acima do limite permitido no trecho, que era de 40 km/h em razão de obras. A velocidade registrada superava 75 km/h no momento da colisão.
A investigação também aponta que o motorista estaria mexendo no rádio da cabine instantes antes do impacto, o que teria contribuído para a perda de atenção e a manobra brusca. Ao se deparar com um congestionamento, ele teria invadido a pista contrária para evitar atingir veículos parados, colidindo frontalmente com o ônibus.
O condutor do caminhão sofreu ferimentos leves e foi submetido ao teste do etilômetro, que não apontou ingestão de álcool.
O ônibus havia saído da rodoviária de Pelotas às 10h30 e seguia para São Lourenço do Sul, distante cerca de 75 quilômetros. O acidente ocorreu por volta das 11h20. Todas as vítimas fatais estavam no coletivo.
O crime de homicídio culposo de trânsito é caracterizado quando não há intenção de matar, mas o resultado ocorre por imprudência, negligência ou imperícia. Com o indiciamento concluído, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
A tragédia mobilizou equipes de resgate, autoridades locais e familiares das vítimas, gerando comoção na região sul do Estado e reacendendo o debate sobre segurança viária em trechos sob obras.
Com informações G1.
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