O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) questionou a direção da Santa Casa de Caridade de Uruguaiana sobre o destino de R$ 7 milhões repassados ao hospital, sendo R$ 1,3 milhão destinados ao pagamento de médicos com salários atrasados. A cobrança ocorre após o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul ajuizar Ação Civil Pública contra a instituição, em meio a denúncias de falta de transparência na aplicação dos recursos.
De acordo com o diretor do Simers, Felipe Cunha, o sindicato tem buscado esclarecimentos junto à administração hospitalar sobre a destinação dos valores, que teriam sido repassados pelo município com intermédio da Câmara de Vereadores. Segundo ele, apesar das solicitações formais, a entidade encontrou dificuldades para obter respostas oficiais.
“Onde estão esses recursos e por que não foram utilizados para o pagamento dos médicos?”, questionou Cunha, ao reforçar o apoio do sindicato à iniciativa do Ministério Público.
A crise financeira da Santa Casa tem impactado diretamente os profissionais da saúde, que relatam atrasos salariais. Parte dos valores mencionados teria como finalidade regularizar esses pagamentos.
Na sessão desta terça-feira (24), a Câmara Municipal de Uruguaiana aprovou o envio de requerimento solicitando esclarecimentos sobre a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público contra o hospital. O objetivo, segundo os vereadores, é obter informações detalhadas sobre a situação financeira da instituição e a aplicação dos recursos públicos.
Até o momento, a direção da Santa Casa não se manifestou oficialmente sobre os questionamentos.
Com informações Rádio Líder FM.



