Diante do aumento das reclamações sobre contas de água e cobrança de esgoto em São Borja, o prefeito José Luiz Rodrigues Machado (PP), o Boca, confirmou que se reunirá na próxima quarta-feira, em Porto Alegre, com representantes da Aegea, controladora da Corsan, e da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs), responsável pela fiscalização dos serviços. A intenção é levar um diagnóstico formal dos problemas enfrentados no município e cobrar providências concretas.
Em entrevista à Rádio Cultura AM, o prefeito afirmou que já acionou a equipe local da concessionária e exigiu explicações detalhadas. “Eu sempre digo que tudo pode ser feito. Da nossa parte a gente tem feito, mas precisa respeitar as esferas. Já tomei as providências, chamei o pessoal daqui pra ter explicações condizentes e pedi um relatório geral de todos os problemas”, declarou.
Segundo ele, o documento em elaboração deve reunir falhas identificadas, medidas adotadas e encaminhamentos previstos.
Boca também enfatizou que cobrou diretamente os representantes regionais da empresa. “Cobrei uma solução, uma resolutividade para com a nossa população. Uma coisa é entrar atrás de um computador e escrever o que quer. Outra coisa é a realidade, nua e crua do que realmente está acontecendo”, afirmou, destacando que quer levar dados concretos às reuniões na Capital.
Como medida imediata, a Corsan fará atendimento especial no domingo, com van no Parcão, das 9h às 11h e das 15h às 19h, além de plantão estendido até as 20h na unidade local ao longo da próxima semana. O objetivo é receber usuários, conferir contas individualmente e reunir informações para consolidar o relatório.
“Pode ter alguma falha? Pode. Mas vamos sanar e resolver. No mínimo, vamos averiguar o que está acontecendo”, disse, ao pedir que moradores levem faturas e médias de consumo.
Um dos pontos mais sensíveis envolve empresas, especialmente hotéis. Segundo ele, representantes da empresa deve conversar com proprietários para busca uma solução já nos próximos dias.
A situação também já está em tratativa na esfera estadual e deve ser debatida na reunião. Boca afirmou que pode haver suspensão temporária de determinadas cobranças até que se encontre alternativa adequada.
Apesar das reclamações, o prefeito destacou que o município tinha apenas 17% de tratamento de esgoto cloacal e que o índice já ultrapassa 50%, com meta de chegar a 70% até o fim do ano.
Ao final, o prefeito reforçou que pretende apresentar à comunidade um posicionamento oficial após os encontros, com base no relatório técnico e nas demandas formalizadas pela própria população.



