O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, também esteve na mansão de veraneio mantida pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Trancoso, no sul da Bahia, além de frequentar a residência do empresário em Brasília. A informação foi revelada pela coluna do jornalista Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo.
Segundo a coluna, Moraes conheceu o imóvel avaliado em cerca de R$ 300 milhões. A propriedade possui aproximadamente 40 mil metros quadrados, com 12 suítes, cinco bangalôs e ampla estrutura de lazer, sendo usada por Vorcaro como casa de veraneio.
A mansão ganhou repercussão recentemente após reportagem da Revista Liberta afirmar que o local teria sediado festas privadas frequentadas por pessoas do mercado financeiro, da política e do meio jurídico. De acordo com a publicação, essas reuniões teriam sido registradas por um sistema interno de câmeras instalado na residência, material que teria sido apelidado nos bastidores de “Cine Trancoso”.
As festas eram regadas a bebidas de luxo e contavam com a presença de prostitutas estrangeiras. Segundo reportagens, mulheres europeias seriam levadas em voos privados para os eventos, estratégia que, segundo relatos de bastidores, buscava evitar que as convidadas compreendessem ou acompanhassem as conversas políticas e de negócios entre os presentes.
Segundo a revista, um dos vídeos exibidos em reuniões internas de executivos do mercado financeiro mostraria um personagem descrito informalmente como um “pica das galáxias” do Poder Judiciário, expressão usada por um dos participantes ao comentar o conteúdo das imagens. A identidade do personagem citado não foi revelada pela publicação.
Ainda de acordo com a reportagem, o celular de Vorcaro, que conteria parte desses registros, foi apreendido e está sob custódia de autoridades, incluindo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, com supervisão do Supremo Tribunal Federal.
Até o momento, não há indicação pública de ilegalidade atribuída ao ministro do STF em relação às visitas mencionadas nas publicações.



