Uma comitiva de lideranças do Rio Grande do Sul cumpre agenda em Brasília nesta quarta-feira (11) para buscar medidas de apoio aos agricultores afetados por perdas provocadas por eventos climáticos. Liderado pelo governador Eduardo Leite, o grupo pretende pressionar o Congresso Nacional para que seja votado o Projeto de Lei 5.122/2023, que prevê a liberação de R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais.
A agenda inclui uma audiência com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A proposta, já aprovada na Câmara dos Deputados, cria uma linha especial de crédito destinada a agricultores impactados por eventos climáticos extremos, realidade que tem afetado diversas regiões do Estado.
Durante visita à Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque, Leite afirmou que a comitiva buscará apoio político para que o projeto seja pautado o quanto antes no Senado. Segundo o governador, iniciativas anteriores adotadas pelo governo federal ajudaram parcialmente, mas não resolveram o problema estrutural enfrentado pelos produtores.
“No ano passado fizemos várias reuniões em Brasília insistindo neste caminho”, afirmou Leite. O governador acrescentou que houve tentativa de adequar medidas dentro de iniciativas do governo federal, mas avaliou que as ações não foram suficientes. “Portanto, o PL 5.122 é o caminho que entendemos ser adequado e que nós defendemos”, declarou.
Leite também destacou que o objetivo do projeto não é promover perdão de dívidas, mas criar condições viáveis de renegociação para os produtores. “Não estamos pedindo aqui que os produtores tenham anistia de dívidas, mas a possibilidade de refinanciar com juros menores”, afirmou.
Segundo ele, muitos agricultores acabaram recorrendo a crédito com juros elevados após não conseguirem acessar linhas especiais disponíveis. “Vimos o adiamento, mas não a solução do problema dos nossos produtores”, acrescentou.
A comitiva gaúcha também conta com a participação do secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, além de representantes da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS). O grupo pretende reforçar junto ao Senado a necessidade de votação do projeto para garantir recursos destinados à renegociação das dívidas do setor rural.
Paralelamente, as lideranças buscam uma audiência com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para apresentar uma proposta de investimentos estruturais em irrigação no Estado. De acordo com Brum, o projeto envolve recursos do Funrigs e pretende ampliar a capacidade de enfrentamento às perdas provocadas por estiagens e outros eventos climáticos.
“Nós estamos juntando todos os segmentos, as entidades para construção de um projeto que mostre a importância da irrigação”, afirmou o secretário.
Segundo ele, o objetivo é estruturar um plano que considere não apenas a produção agrícola, mas também os impactos sociais e econômicos do setor.
Com informações Correio do Povo.
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