Após a publicação de reportagem do Fronteira 360, que buscou esclarecimentos junto à Prefectura Naval Argentina (PNA) sobre a agressão sofrida pelo pescador e enfermeiro Ricardo Jara, de 32 anos, a esposa da vítima, Thais Trindade Viçosa, se manifestou nas redes sociais.
Na matéria, a PNA afirmou que não realizou patrulhamentos no horário e local em que Ricardo teria retornado ao Rio Uruguai, por volta das 2h da madrugada de domingo (28), e que nenhum de seus efetivos manteve contato com pescadores na ocasião.
A instituição acrescentou que não recebeu denúncias relacionadas ao episódio.
Diante do posicionamento argentino, Thais esclareceu que ainda não formalizou denúncia no país vizinho e que, até o momento, o caso está registrado apenas no Brasil, sob investigação da Polícia Federal. “Minha prioridade absoluta é estar ao lado do Ricardo e garantir o máximo de apoio à sua recuperação”, disse.
Ela afirmou ainda que está acionando todos os canais possíveis de forma online, incluindo a Prefeitura e o Ministério Público de Santo Tomé, enquanto aguarda audiência com o promotor rural argentino. “Sigo buscando todos os meios para garantir que a verdade venha à tona”, pontuou.
Thais reforçou a necessidade de apuração da atuação do PRIAR (Polícia Rural Ambiental das ilhas de Corrientes), que estava em operação no dia do incidente. “Acredito na versão apresentada pela Prefeitura Naval Argentina, mas é indispensável apurar a atuação do PRIAR (Polícia Rural Ambiental das ilhas de Corrientes), que estava em operação na data e cujo modus operandi é conhecido”, afirmou.
Ela destacou ainda que a cooperação da Prefeitura Naval de Santo Tomé é “crucial neste momento” e que qualquer falha de fiscalização representaria “compactuar com a injustiça denunciada”.
A irmã da vítima, Taiane de Matos, acrescentou detalhes sobre a dinâmica do caso, explicando que Ricardo retornou ao rio por volta das 2h para recolher as redes e que o ataque ocorreu entre 9h e 10h. “Precisamos ter informações precisas para que tudo o que for comunicado à população seja correto”, disse.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal no Brasil, enquanto a PNA mantém a versão de não envolvimento direto. O episódio evidencia a necessidade de cooperação entre os órgãos de fiscalização fluvial de ambos os países, para garantir que a verdade venha a tona e que a justiça seja feita.
Leia o esclarecimento completo:
Ainda não formalizei denúncia na Argentina. Até o momento, o caso foi registrado apenas no Brasil e já está sob investigação da Polícia Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é estar ao lado do Ricardo e garantir o máximo apoio à sua recuperação. Isso, para mim, é mais importante do que qualquer outra coisa.
Enquanto aguardo audiência com o promotor rural na Argentina, sigo acionando todos os meios possíveis de forma online — Prefeitura, Ministério Público de Santo Tomé e demais canais existentes.
Acredito na versão apresentada pela Prefeitura Naval Argentina, mas é indispensável apurar a atuação do PRIAR (Polícia Rural Ambiental das ilhas de Corrientes), que estava em operação na data e cujo modus operandi é conhecido.
A cooperação da Prefeitura Naval de Santo Tomé é crucial neste momento. Qualquer omissão ou isenção de responsabilidade significa compactuar com a injustiça denunciada.
⚖️ A verdade precisa prevalecer.



