A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reclamou do barulho do ar-condicionado instalado na cela onde ele está preso, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e pediu que o Supremo Tribunal Federal determine providências para corrigir a situação, alegando prejuízo à saúde e ao repouso do custodiado.
Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmam que o ruído produzido pelo equipamento é “contínuo e permanente” e que o aparelho está instalado ao lado da janela da cela, que não teria vedação adequada. Segundo a defesa, o cenário configura “perturbação à saúde e à integridade do preso”.
Os advogados sustentam que o barulho cria um ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário para a preservação das condições físicas e psicológicas de Bolsonaro. Por isso, pedem que Moraes oficie a Polícia Federal para adoção de medidas técnicas, como a mudança do local do aparelho ou a instalação de isolamento acústico.
Na petição, a defesa destaca que Bolsonaro está recolhido em Sala de Estado-Maior, conforme já determinado pelo STF, mas argumenta que o espaço atualmente disponibilizado não assegura condições adequadas de tranquilidade e descanso, apesar de ser plenamente verificável por servidores da própria PF.
“Não se trata de pedido de conforto pessoal, mas de medida objetiva necessária à preservação da integridade física e mental do custodiado”, afirmam os advogados, citando o cumprimento de garantias constitucionais e legais.
Bolsonaro voltou à prisão no dia 1º de janeiro, após receber alta do hospital DF Star, onde estava internado em razão de uma cirurgia. Ele segue detido na sede da Polícia Federal, em Brasília, enquanto aguarda novas decisões judiciais sobre sua situação.
Com informações UOL.



