A queima de fogos com estampido durante as celebrações de Natal provocou o desaparecimento de diversos cães em São Borja, conforme relatos publicados em grupos de Facebook do município. Entre a noite de 24 e a madrugada de 25 de dezembro, foram compartilhadas várias fotos e mensagens de moradores que perderam ou encontraram animais após o barulho das bombas, prática proibida por lei no Rio Grande do Sul.
De acordo com as publicações, alguns dos cães já foram identificados por seus tutores e conseguiram retornar para casa, graças à mobilização nas redes sociais. No entanto, outros animais ainda aguardam que seus donos sejam localizados, permanecendo sob cuidados temporários de moradores.
Entre os casos divulgados, uma cadelinha chegou em estado de pânico à frente de uma residência após o disparo de bombas. Segundo o relato, o animal estava extremamente assustado, “quase convulsionando”, sendo acolhido até se acalmar. Mesmo estabilizada, não demonstrava interesse em retornar sozinha, levantando a suspeita de que estivesse perdida.
Outro registro aponta o aparecimento de uma cadelinha da raça Pinscher nas imediações do Instituto Federal Farroupilha (IFF), na esquina das ruas Osório Rocha Chaves e Gomes Carneiro, aparentemente desorientada após os fogos.
Também foi relatado o surgimento de um cão macho, descrito como dócil, que apareceu espontaneamente em uma residência, além de outro cachorro encontrado bastante assustado na Rua Carlos Gomes, nº 394, no bairro Passo.
Os relatos se multiplicaram nas redes sociais ao longo do feriado, reforçando as críticas sobre o uso de fogos com estampido.
A Lei Estadual nº 15.366, de 5 de novembro de 2019, proíbe a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios, bem como de quaisquer artefatos pirotécnicos festivos de efeito sonoro ruidoso que ultrapassem 100 decibéis à distância de 100 metros da deflagração, em todo o território do Rio Grande do Sul.
Protetores de animais e veterinários alertam que o descumprimento da legislação pode causar sérios prejuízos à saúde dos cães, incluindo crises de pânico, fugas, atropelamentos e até óbitos.
Moradores reforçam o apelo para que denúncias sejam feitas e para que tutores mantenham cuidados redobrados em períodos festivos, mantendo seus animais em casa e em local seguro, para evitar fugas e maiores complicações.



