Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi assassinada em Guaíba; suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada
O Rio Grande do Sul registrou, no último sábado (3), o primeiro feminicídio de 2026. A bombeira civil e técnica em Segurança do Trabalho Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi morta com sete facadas dentro de casa, em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Alex Sousa de Queiroz, de 44 anos, que foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira (5).
De acordo com a Polícia Civil, o homem tentou simular uma versão falsa do crime, alegando que teria sido atacado por Gislaine e que ela teria tirado a própria vida em seguida. A hipótese foi descartada pelos investigadores após a identificação de contradições no relato e na cena do crime.
Segundo o delegado Fabiano Berdichevski, o suspeito utilizou o celular da vítima após o assassinato, se passando por ela em mensagens enviadas a conhecidos. A atitude levantou suspeitas e levou amigos a acionarem a Brigada Militar, que encontrou Gislaine já sem vida na residência.
Familiares e amigos relataram que Gislaine enfrentava um relacionamento marcado por ciúmes excessivos, ofensas verbais e conflitos recorrentes. Conforme a irmã da vítima, Ana Paula Rodrigues Cavalcante, Gislaine pretendia encerrar o relacionamento, mas o companheiro não aceitava o término, circunstância apontada pela polícia como a principal motivação do crime.
Gislaine deixa um filho de 10 anos, descrito por familiares como o maior amor de sua vida. O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira (5), em São Gabriel, na Fronteira Oeste, cidade natal da vítima. Nas redes sociais, manifestações de luto, revolta e pedidos por justiça se multiplicaram.
A Polícia Civil segue com as investigações por meio da Delegacia de Guaíba. A Defensoria Pública informou que a defesa do suspeito irá se manifestar apenas nos autos do processo.
Fonte: Zero Hora / GZH
Foto: Funerária São José / Facebook / Reprodução



