O caminhoneiro de 25 anos que provocou o acidente com 11 mortes na BR-116, em Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, manuseava o rádio do veículo e trafegava acima da velocidade permitida no momento da colisão, segundo informações da concessionária Ecovias Sul e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com relatório da Ecovias Sul, responsável pela administração da rodovia, o motorista relatou que ajustava o rádio quando não percebeu a redução da velocidade no trecho, que estava em obras e tinha limite de 40 km/h. Surpreendido por um congestionamento, ele desviou para a pista contrária, onde acabou colidindo frontalmente com um ônibus intermunicipal.
A PRF confirmou que o tacógrafo do caminhão apontou velocidade superior à permitida. “Era um trecho com limite de 40 km/h, e os dados mostram que ele estava acima. As imagens também confirmam isso”, afirmou Laudson Viegas, responsável pela comunicação social da corporação no Rio Grande do Sul.
O acidente ocorreu por volta das 11h20, no km 491 da BR-116. O ônibus havia saído da rodoviária de Pelotas às 10h30 com destino a São Lourenço do Sul. Segundo a Ecovias, equipes da concessionária já atendiam um caminhão parado sobre a pista e iniciavam a sinalização do bloqueio quando o veículo conduzido pelo caminhoneiro não conseguiu parar a tempo diante da fila formada.
Ao todo, cerca de 10 horas de atendimento foram necessárias, com a mobilização de 16 veículos da concessionária, entre ambulâncias, guinchos e viaturas. O motorista do caminhão foi resgatado com vida, consciente, sofreu ferimentos leves e passou pelo teste do etilômetro, que não indicou consumo de álcool.
Conforme a Polícia Civil, ele foi interrogado na madrugada deste sábado (3) e está bastante abalado. O caminhoneiro deve responder em liberdade por 11 homicídios culposos, quando não há intenção de matar, mas o crime ocorre por imprudência ou negligência. O inquérito policial deve ser concluído em até 30 dias.
Com informações G1.
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