A CPMI do INSS recebeu extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com os documentos analisados pelos parlamentares, o empresário realizou 1.531 transações financeiras entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, somando movimentação total de R$ 19,5 milhões.
Os dados indicam R$ 9,77 milhões em créditos e R$ 9,75 milhões em débitos no período. A maior parte das entradas teria origem em resgates de fundos de investimento, que somaram cerca de R$ 4,4 milhões, além de transferências entre contas do próprio empresário. Extratos também registram três transferências feitas pelo presidente ao filho, entre 2022 e 2023, que totalizam R$ 721 mil.
Parte dos recursos também teria vindo de empresas das quais Lulinha é sócio com a esposa, Renata de Abreu Moreira, incluindo repasses da LLF Tech Participações e da G4 Entretenimento. Do lado das saídas, a maior parcela corresponde a transferências para contas do próprio empresário, além de pagamentos a ex-sócios, entre eles Jonas Leite Suassuna Filho e Kalil Bittar.
A CPMI foi instalada para investigar possíveis irregularidades em benefícios previdenciários e eventuais esquemas envolvendo servidores públicos. O nome de Lulinha passou a ser citado por parlamentares da oposição após mensagens apreendidas pela Polícia Federal mencionarem, segundo investigadores, possíveis referências ao empresário em conversas envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes e a empresária Roberta Luchsinger.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que ele não tem relação com as fraudes investigadas pela comissão e sustenta que todas as movimentações financeiras têm origem “legal e legítima”, incluindo rendimentos de investimentos, repasses de empresas e recursos recebidos por herança. Os advogados também questionaram o vazamento de dados considerados sigilosos e disseram que as informações divulgadas não indicam vínculo com as irregularidades investigadas.
Com informações G1.



