Diante da escalada da violência contra mulheres, a deputada estadual Laura Sito (PT) protocolou um ofício ao Governo do Rio Grande do Sul solicitando o reconhecimento de estado de calamidade pública em razão do número de feminicídios registrados no início de 2026. Em apenas 27 dias, o Estado já contabiliza dez mulheres assassinadas, além de um dado alarmante: para cada feminicídio consumado, outras três mulheres sobreviveram a tentativas de morte.
Para a parlamentar, o cenário não permite mais respostas pontuais ou discursos protocolares. O reconhecimento da calamidade pública possibilitaria a adoção de medidas emergenciais, com flexibilização de procedimentos, ampliação de investimentos e maior coordenação entre os órgãos de segurança, saúde e assistência social. “O feminicídio é a expressão mais brutal de uma violência estrutural e cultural profundamente enraizada na nossa sociedade. O Estado não pode seguir tratando esses crimes como episódios isolados”, afirmou Laura Sito.
No documento encaminhado ao Executivo, a deputada também chama atenção para a proximidade do Carnaval, período historicamente marcado pelo aumento da violência de gênero, especialmente em contextos de consumo excessivo de álcool e grandes aglomerações. Para ela, a omissão do poder público pode custar ainda mais vidas. “Carnaval não pode ser sinônimo de medo para as mulheres. É preciso agir agora, antes que novos casos se somem às estatísticas”, alertou.
Entre as medidas solicitadas estão o reforço imediato da rede de proteção, a ampliação dos plantões nas delegacias especializadas e a mobilização extraordinária de recursos para o enfrentamento da violência contra mulheres no estado. A deputada sustenta que o momento exige respostas excepcionais diante de uma emergência que já se tornou permanente no Rio Grande do Sul.
Fonte: Sul21 | Imagem: Redes Sociais / Reprodução



