O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (11), em publicação nas redes sociais, que vandalizar monumentos ou estátuas federais no país pode render até dez anos de prisão.
Ele disse ter autorizado as forças de segurança a aplicar o Ato de Preservação da Memória do Veterano — ou outras leis pertinentes — para punir autores desse tipo de crime, com efeito retroativo.
“Eu autorizei o governo federal a prender qualquer um que vandalizar ou destruir qualquer monumento, estátua ou propriedade federal semelhante nos EUA com até 10 anos de prisão (…). Essa ação será implementada imediatamente, mas também será usada retroativamente para destruição ou vandalismo que já foi causado. Não haverá exceções”, escreveu Trump.
A declaração repercutiu nas redes sociais brasileiras, onde internautas fizeram paralelos com o caso de Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”, condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro.
Ela ficou conhecida por pichar com batom a estátua da Justiça, em frente à sede do STF, mas a condenação incluiu crimes como abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado, associação criminosa armada e dano qualificado.
Em maio, o plenário da Corte rejeitou, por unanimidade, recurso da defesa. Débora cumpre prisão domiciliar desde março, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que aplicou medidas cautelares atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República.
Nos comentários online, usuários ironizaram que, nos EUA, Débora “já arrancaria com 10 anos de cadeia” apenas pela pichação, e que, somados os demais crimes, “sairia do cárcere só na terceira idade”.
Outro internauta comentou: “E se esse vandalismo vier acompanhado de mais quatro ‘crimezinhos’… passa de 25 anos? Donald persegue os vândalos…”.



