Durante um evento da construção civil realizado em Curitiba, na última quinta-feira (12), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), fez uma declaração bem-humorada que chamou atenção ao citar o movimento separatista “O Sul é o Meu País” — e incluiu o nome do governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) entre os possíveis candidatos à Presidência da República.
Ao lado de Leite e do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Mello arrancou risos da plateia ao brincar com a ideia de independência dos três estados do Sul: “Temos dois candidatos à Presidência da República aqui. Daqui a pouco, se o negócio não funcionar muito bem lá para cima, nós passamos uma trena para o lado de cá e fazemos ‘o Sul é nosso país’, né?”, disse o catarinense, sorrindo.
A fala, ainda que em tom de piada, ocorre em meio a especulações sobre os nomes que podem representar a oposição em 2026. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, já foi cogitado como presidenciável em 2022 e voltou a ser lembrado com a recente troca de partido — deixou o PSDB e se filiou ao PSD de Gilberto Kassab.
Embora a sigla tenha como prioridade o nome de Ratinho Júnior, a possível candidatura de Leite ao Senado, em 2026, também está no radar político nacional.
Jorginho Mello, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reforçou em sua fala a parceria entre os três governadores sulistas, que vêm se aproximando em pautas regionais. Ele também ironizou um recente erro de medição que resultou na redefinição de divisas entre Paraná e Santa Catarina, acrescentando: “As divisas estavam meio erradas, aí passamos a régua, ele foi generoso e deixou nós pegarmos. Mas não tinha muita coisa boa em cima, não”, disse, provocando novas risadas no evento.
A movimentação entre os governadores ocorre no mesmo momento em que Jair Bolsonaro, atualmente inelegível até 2030, sinalizou apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível candidato ao Planalto.
Nos bastidores, Eduardo Leite e Ratinho Júnior seguem como opções viáveis para encabeçar uma futura chapa de oposição, caso Tarcísio não avance.
Apesar do tom descontraído, a presença de Eduardo Leite no evento evidencia o protagonismo que o gaúcho ainda exerce no cenário político nacional — especialmente entre os quadros da direita e centro-direita — e reforça sua posição estratégica para 2026.



