Um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta que o ministro Dias Toffoli se encontrou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pelo menos dez vezes entre 2023 e 2024. Segundo a investigação, a maioria dos encontros ocorreu em jantares e festas em Brasília e é corroborada por outros indícios incluídos no relatório, indicando uma relação de proximidade entre os dois.
A PF considera que os encontros sugerem uma amizade entre Toffoli e Vorcaro, embora o ministro tenha negado qualquer vínculo que pudesse comprometer sua imparcialidade. As informações foram divulgadas pelo UOL, que procurou Toffoli e Vorcaro para comentar os encontros citados pela Polícia Federal, mas não houve retorno.
Além da frequência dos encontros, extratos financeiros revelados pelo jornal Estadão indicam que cerca de R$ 35 milhões foram movimentados em fundos conectados a Vorcaro e a uma empresa associada a Toffoli, em operações relacionadas à participação societária no resort Tayayá, no Paraná.
Entre os aportes, destacam-se transferências de R$ 15 milhões e R$ 5 milhões em 2021, realizadas por fundos estruturados que tinham como cotista o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.
De acordo com a apuração, esses recursos abasteceram outro fundo que adquiriu parte da participação societária da empresa Maridt S.A., ligada à família do ministro, em um empreendimento turístico avaliado em mais de R$ 200 milhões.
As movimentações ampliam a pressão institucional e política sobre Toffoli, e já resultaram em sua saída da relatoria do inquérito no tribunal.
O documento detalha as datas e ocasiões dos encontros, reforçando a análise da PF sobre a proximidade pessoal e social entre o ministro e o empresário durante o período em que o caso do Banco Master tramitava sob sua supervisão.
Imagem: STF / Reprodução.



