Familiares, amigos e moradores de Uruguaiana se reuniram neste domingo (25) em um ato público para pedir justiça e esclarecimentos sobre a morte de Guilherme Moisés Oliveira de Jesus, ocorrida após uma abordagem policial. A manifestação aconteceu em frente ao 6º Batalhão de Polícia de Choque e foi marcada pela cobrança por transparência e responsabilidade na apuração do caso.
Durante o protesto, a família levou cartazes com mensagens que expressam indignação em relação à versão inicial apresentada pelas autoridades. Entre as frases exibidas estavam “Não foi mal súbito, foi assassinato”, “Medo de quem deveria proteger” e “Não foi mal súbito, foi tortura”. As palavras refletiam o sentimento de dor e revolta compartilhado por quem participou do ato.
A mobilização transcorreu de forma pacífica, sem registros de incidentes, e teve como principal objetivo reforçar o pedido por uma investigação rigorosa, independente e transparente. Em meio à manifestação, familiares e apoiadores também realizaram momentos de oração em memória de Guilherme.
O caso segue sob investigação. Oito policiais envolvidos na ocorrência foram afastados de suas funções, e a família aguarda acesso ao laudo pericial completo, que deve trazer esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.



