Pré-candidato à Presidência da República em 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao compará-lo a um “Chevrolet Opala velho”, durante entrevista à rádio Fan FM, de Sergipe, nesta segunda-feira (2). Segundo o parlamentar, Lula seria uma figura “retrógrada, atrasada e ultrapassada”, usando o modelo de automóvel descontinuado como metáfora para classificar o atual governo.
A declaração ocorre em meio à intensificação do discurso político de Flávio Bolsonaro no cenário nacional e em um contexto pré-eleitoral marcado pela polarização. Ao fazer a comparação, o senador chegou a reconhecer que o Opala já foi símbolo de luxo e status, mas afirmou que o presidente, assim como o carro, teria ficado para trás com o passar do tempo.
Na mesma entrevista, Flávio também criticou o fato de Lula não utilizar telefone celular e questionou a postura cautelosa do presidente em relação à Inteligência Artificial. Para o senador, o petista não compreende o papel estratégico da tecnologia, especialmente em áreas como a segurança pública, tema que vem sendo explorado pela direita como pauta central para as eleições de 2026.
“É um cara que acha que a IA só serve para manipular vídeos e fotos em redes sociais. Ele não tem ideia de como isso é importante para um governo que quer se pautar pela modernidade”, declarou Flávio.
Lula, por outro lado, tem adotado um discurso crítico ao uso indiscriminado da IA, sobretudo no combate às fake news e à manipulação de imagens e vídeos. Recentemente, o presidente alertou para os riscos da tecnologia na produção de conteúdos falsos e na violência digital, especialmente contra mulheres. Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência não se manifestou sobre as declarações do senador.
Ao final da entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou ainda que Lula estaria “derretendo” nas pesquisas no Nordeste, região historicamente associada ao PT. Levantamentos recentes, no entanto, indicam que o presidente segue liderando os cenários de primeiro turno e mantém vantagem em simulações de segundo turno, apesar do avanço da oposição em alguns estados.



