Um homem natural do Rio Grande do Sul foi preso em flagrante na noite de terça-feira (16) no condomínio onde mora a atriz Isis Valverde, no Joá, Zona Sudoeste do Rio. Identificado como Cristiano Rodrigues Kellermann, o gaúcho é acusado de perseguir a atriz há mais de duas décadas e admitiu em depoimento que mantinha uma obsessão antiga pela vítima. Ele vai responder pelo crime de perseguição.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Antissequestro (DAS) após o suspeito insistir em tentar contato direto com a atriz. Segundo a investigação, ao menos três episódios de tentativa de aproximação foram registrados, sendo o mais recente nesta semana, quando Kellermann tentou falar pessoalmente com Isis.
De acordo com a polícia, o gaúcho se deslocou propositalmente até o Rio de Janeiro para perseguir a atriz. Ele ficou hospedado em um hotel da cidade e utilizou serviços de transporte por aplicativo para circular até o condomínio. Após o acionamento das autoridades, os policiais localizaram e detiveram o suspeito no local, conduzindo-o à delegacia no Leblon, Zona Sul da capital.
Cristiano Kellermann é pessoa com deficiência (PCD) e foi levado à unidade policial em uma cadeira de rodas. Durante o depoimento, ele confessou que persegue Isis Valverde há mais de 20 anos, declarou-se “apaixonado” e relatou tentativas repetidas de aproximação em diferentes cidades e estados, inclusive em ambientes ligados ao trabalho da atriz.
A polícia apurou ainda que o suspeito contratou um detetive particular para obter informações pessoais da vítima, como endereço e número de telefone, o que reforçou o pedido de prisão em flagrante.
Após a detenção, Isis Valverde se manifestou publicamente. Em nota, a atriz agradeceu a atuação das forças de segurança e destacou a importância da rápida ação policial.
“Fui informada sobre a prisão de um homem que vinha me perseguindo há anos. Agradeço o trabalho das autoridades, especialmente da Delegacia Antissequestro, pela rápida intervenção. Minha prioridade é a segurança da minha família e de todos ao meu redor”, afirmou.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.



