Após a aprovação de cortes no orçamento das instituições federais de ensino pelo Congresso Nacional, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (19) a recomposição integral dos valores retirados do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Ao todo, serão destinados R$ 977 milhões às universidades federais em todo o país.
Do total anunciado, R$ 488 milhões serão direcionados ao custeio das 69 universidades federais, destinadas ao pagamento de despesas de manutenção e funcionamento. A recomposição atende a uma demanda das instituições, que alertaram que os cortes poderiam comprometer atividades essenciais de ensino, pesquisa e extensão.
O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif). O decreto oficial será publicado nesta terça-feira (20).
No Rio Grande do Sul, as universidades federais também seriam impactadas pelos cortes. Estimativas iniciais apontavam redução de cerca de R$ 44 milhões para as instituições gaúchas, caso os cortes aprovados no Congresso fossem mantidos sem recomposição.
Entre as instituições federais do estado que seriam atingidas estão:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — principal instituição de ensino superior público do estado, com diversos cursos e pesquisas reconhecidos nacionalmente.
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) — com campi em Santa Maria e outras cidades, referência regional em ensino, pesquisa e extensão.
Universidade Federal de Pelotas (UFPel) — com atuação em saúde, agronomia, ciências sociais e outras áreas.
Universidade Federal do Pampa (Unipampa) — com presença em municípios do interior e foco em educação comunitária e regional.
Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) — voltado à educação profissional e tecnológica em diversos campi espalhados pelo estado.
Em 2025, as universidades federais já haviam enfrentado um cenário semelhante, quando um corte de R$ 340 milhões também acabou sendo revertido pelo governo federal.
Nas redes sociais, Camilo Santana afirmou que a recomposição integral demonstra o compromisso do governo com as universidades e institutos federais, ressaltando o papel dessas instituições para o desenvolvimento científico, social e econômico do Brasil.



