Incluída entre as prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2026, a Proposta de Emenda à Constituição que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 já enfrenta resistência no Congresso Nacional. A medida pretende proibir o modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um, prática comum em diversos setores do comércio e dos serviços.
Um dos principais opositores da proposta é o senador gaúcho Luis Carlos Heinze, do Progressistas. Em entrevista ao Jornal do Comércio, Heinze afirmou que irá atuar no Senado para impedir a aprovação da PEC. Segundo ele, a mudança não é benéfica ao trabalhador e pode gerar efeitos adversos sobre a economia.
O parlamentar sustenta que a proibição da escala 6×1 pode elevar custos para as empresas, pressionar setores que operam com jornadas contínuas e comprometer a manutenção de postos de trabalho. Para Heinze, alterações na legislação trabalhista devem considerar a realidade produtiva e o impacto sobre a geração de empregos formais.
A proposta, por sua vez, é defendida por aliados do governo como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e adequar a jornada às novas dinâmicas do mercado. O debate deve se intensificar ao longo da tramitação, aprofundando a divisão entre a base governista e parlamentares alinhados ao setor produtivo.
A PEC ainda precisa cumprir etapas regimentais antes de ser levada a plenário, mas já desponta como um dos temas mais sensíveis da agenda legislativa deste ano.
Foto: Caco Marin



