Um homem de 35 anos, que segundo a família enfrentava problemas psiquiátricos e estava em surto, morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo durante uma ocorrência atendida pela Brigada Militar, na manhã desta terça-feira (13), no bairro Tancredo Neves, em Santa Maria. A polícia foi acionada pelos próprios familiares, que buscavam apoio para conter a crise.
A vítima foi identificada como Paulo José Chaves dos Santos. Conforme informações apuradas no local, ele teve uma desavença com familiares ao longo da noite e da madrugada. Diante do comportamento alterado, a família acionou a Brigada Militar.
Durante a intervenção policial, Paulo foi baleado e morreu ainda na via pública, a poucos metros da residência. O local foi isolado para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP), enquanto equipes da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) iniciaram os levantamentos.
A Brigada Militar informou que irá se manifestar sobre o caso apenas por meio de nota oficial.
Irmão afirma que vítima estava em surto e contesta versão inicial
O irmão da vítima, Thomas Leonardo Chaves, de 25 anos, afirmou que Paulo fazia uso de medicações por conta de transtornos psiquiátricos e que era ex-usuário de drogas. Segundo ele, o comportamento agressivo apresentado durante a madrugada estava ligado a um surto psicológico, o que motivou o pedido de ajuda à polícia.
“Ele estava tendo um surto. A gente chamou a Brigada para ajudar, para resolver a situação, mas acabou acontecendo isso”, relatou.
Thomas afirmou que, apesar do momento de crise, o irmão não possuía histórico de violência. De acordo com o relato, no momento da abordagem policial, Paulo estaria segurando apenas um martelo.
“Eram dois policiais. Eles tinham arma de choque, spray de pimenta, podiam ter dialogado, mas não fizeram isso. Simplesmente sacaram a arma e deram cinco tiros no meu irmão”, disse. O jovem contou ainda que presenciou os disparos.
“Foi na minha frente. Foram de quatro a cinco tiros seguidos”, afirmou.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte e deverá ouvir familiares, testemunhas e os policiais envolvidos. O caso reacende o debate sobre a condução de ocorrências envolvendo pessoas em surto psiquiátrico e o uso da força em abordagens policiais.
Com informações e foto Diário de Santa Maria.



