A Justiça de Santa Catarina autorizou a exumação do corpo do cão comunitário Orelha, morto no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. O procedimento foi realizado pela Polícia Científica e tem o objetivo de esclarecer pontos fundamentais sobre a causa da morte do animal, em um caso que ainda tramita em segredo de Justiça.
O pedido pela exumação foi feito pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, que considerou necessária a perícia direta sobre o corpo de Orelha para complementar as investigações. A 2ª Promotoria da Capital estabeleceu prazo de 20 dias para que novos depoimentos sejam colhidos e se apure se houve coação de testemunhas no processo.
Além da exumação, a polícia indiciou três adultos sob suspeita de tentarem influenciar depoimentos, e também foi solicitado o pedido de internação de um adolescente apontado como autor das agressões.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) impede a internação de menores por maus-tratos a animais, mas o caso segue sendo investigado com todas as diligências legais.
O cão Caramelo, outro animal comunitário agredido no mesmo local e período, sobreviveu às agressões e foi adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel. No caso de Orelha, imagens de câmeras de segurança mostram que o adolescente acusado foi visto saindo da praia na manhã do dia 4 de janeiro.
A polícia afirma que Orelha foi resgatado e levado a uma clínica veterinária, onde morreu no dia seguinte devido à gravidade das lesões, que podem ter sido provocadas por um chute ou por objeto rígido. A defesa do jovem apresentou um vídeo em que Orelha aparece caminhando normalmente na manhã do dia 4, antes de ser encontrado ferido.
O Ministério Público também abriu um inquérito para apurar a conduta do delegado-geral no caso.A Polícia Civil informou que não divulga detalhes sobre as diligências para preservar o bom andamento do processo, mas que tem cumprido todas as etapas com rapidez e empenho para que a denúncia siga com as provas reunidas.
Fonte: Polícia Civil / MP-SC | Foto: Reprodução



